Parte II
E Arabela seguiu a vida, sendo seguida por ela. achando que fazia coisas demasiado interessantes, que era boa naquilo que se propunha, que acreditava em verdades e tinha certezas. Mas não era nada daquilo e o tempo se encarregou de mostrar o contrário. Em pouco tempo, a grande promessa do jornalismo recente havia se transformado em escritora de contos em fascículos de revistas cuja temática principal tratava de novelas. Nada de folhetins. Nem de perto lembrava os áreos tempos em que Nelson Rodrigues, sob o codinome de Susan Flag, impressionava o mundo com "Meu destino é pecar". A vida pessoa de Arabela, a promessa, havia ido para o saco de ziploc das coisas que podem ser deixadas de lado pelo menos por agora. Não tinha namorado, relacionamento ou sexo casual e esporárido. Viivia das fantasias escritas para as revistas. Era triste e deprimente.
Escrito por Cássia Ferreira Andrade às 00h35
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