Uma promessa chamada Arabela
Arabela era uma menina promissora. Ingressou no concorrido curso de comunicação, na concorrida universidade pública bem mais jovem do que necessário. Concluiu a graduação com todas as honras e louvores que uma jovem poderia ter. Ainda investiu em idiomas, cursos de informática. Foi a estagiária mais comentada do ano de sua graduação. Era uma grande promessa. Arabela era tão dedicada. Cursou letras junto com comunicação. Desejava uma formação completa. A única certeza que a menina tinha era a de que queria escrever de qualquer maneira. Ficção ou realidade, queria escrever de qualquer maneira. Embora fosse uma jovem universitária competente e preparada, tinha um grande defeito: a soberba. De fato, era uma menina muito inteligente e bastante esforçada. Mas era vaidosa demais e qualquer elogio - do tênis ao corte de cabelo – fazia com que seu ego inflasse demais. Aos poucos se tornou arrogante, embora boa naquilo que se prestasse a fazer. Não havia entendido que a vida era cíclica e que as coisas poderia mudar a todo instante. Anos de qualificação e prepotência acumulados fizeram com que a jovem promessa fosse, aos poucos, sendo relegada ao ostracismo. Por um tempo, escrevera grandiosas histórias no importante jornal. Dividiu seu tempo com uma conceituada revista e acumulou capitais pelo excelente trabalho prestado aos veículos de comunicação. Em paralelo desenvolvia trabalhos editoriais que lhe prometiam todos os louros e o tão almejado - e abstrato – sucesso que procurava. Já disse que seu defeito era a prepotência. E a vaidade. E a arrogância. Tudo isso somado, promoveu uma grande reviravolta na vida dela.
Escrito por Cássia Ferreira Andrade às 19h35
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