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Palavras Avulsas


O dia em que eu fiquei boba.

Não estou me reconhecendo mais. Fiquei idiota. Burra. Retardada. Imbecil. Eu não me reconheço, não reconheço meus atos. E tudo por causa de você, dileto rapaz. Tudo por sua causa, sua nobre causa de quem não presta muito atenção nas coisas e não me vê caindinha e rastejante pelo seu cabelo comprido e seu arco, ou sua tiara e até seu boné que não compõe um modelo tão legal.

Fiquei besta. Não consigo dizer nada. Eu penso todas as frases perfeitas e de impactos que eu diria (se tivesse coragem) e que te deixariam desconcertado (se eu tivesse coragem). Mas não. Eu fico tola, imaginando todas as hipóteses e analisando todas as variáveis como se sentimento fosse uma ciência exata. E eu conseguisse encontrar a raiz quadrada do problema.

Menino, eu quero você! É tão difícil entender isso? É tão dificil decidir isso?

Eu não tenho coragem de dizer nada. Fico tola, besta e muda diante de você. Completamente com medo da rejeição. Logo eu, que mando para todos os lugares a tal da ponderação não faço nada de correto. Fico boba, fraca, lerda... só querendo você...e não te tendo, nem te achando... só querendo ser menina e ser escolhida. Não ter que dizer bem alto que eu te quero. Sem ter coragem de olhar nos seus olhos, com medo de que você não me queira também. Mesmo que só por uma dia, ou uma noite apenas.



Escrito por Cassita * Todas Numa Só às 11h51
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Valadarenses rumo ao Hexa...

Ontem foi jogo do Brasil e foi um aperto para ganhar. Como eu fiz nas duas últimas Copas resolvi me juntar a juventude da cidade, como fazia naquela época. Foi péssimo! Me senti um alienígena e notei como as pessoas desta cidade tem resistência às mudanças. É tudo sempre a mesma coisa. Mudam as pessoas. Mudam as músicas da moda, mas a essência é a mesma.

Mulheres mal vestidas, homens bêbados e com vestimenta de qualidade duvidosa, música ruim e cantadas baratas dão o tom da comemoração da orda de valadarenses que insiste em não inovar. A cada passo que eu dava naquele quarteirão, a cada metro caminhado as músicas ficavam pior. E por sorte, diferente de outras épocas eu não conhecia nenhuma!!!! Puro alívio...

Encontrei um amigo meu. Eu me sentia menos miserável de estar naquele lugar, totalmente deslocada só porque o Brasil ganhou e era domingo e eu estava em casa desde sábado sem fazer nada. Eu e este amigo começamos a zoar a situação. A grande dúvida da humanidade era se aquelas pessoas de fato gostavam daquela música, assim como nós gostamos de Chico Buarque ou Los Hermanos, por exemplo. E elas, as pessoas, também se sentiam bonitas em cima dos seus carros, com seus sons caros dançando músicas que mais parecem um emaranhado desordenado de palavras.

Por dois segundos eu me senti velha e amarga. Mas feliz por não mais fazer parte daquilo. Por senti que evolui consideravelmente na escala da evolução dos seres humanos pensante. Por não ter que beijar ninguém que me cantou da forma mais barata que já aconteceu nesta vida só porque eu estava sóbria e bebia finamente uma garrafa de água com gás, enquanto as adolescentes eram carregadas por elas mesmo em quase estado de coma, por não saberem beber.

Eu pensei em você e no tanto que eu gostaria de estar com você, sem nenhum peça de roupa sobre o meu corpo. Eu pensei em você, mas mesmo assim eu fui bastante feliz....



Escrito por Cassita * Todas Numa Só às 13h28
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